Tudo o que ficou do ataque no seu celular ou no seu computador pode virar prova. Na investigação cibernética, essa evidência digital é examinada e conferida para chegar a quem está por trás e mostrar como o crime ou a fraude na internet foi feito. O que você tem na mão é o ponto de partida desse trabalho, não o fim dele.
Quem conduz é a investigadora Rubi Pais, há mais de dez anos no ofício. A parte técnica, de forense e rastreamento, é executada por uma equipe técnica que trabalha com ela, e a conversa com você segue com a Rubi do começo ao fim. A base é Osasco e a região oeste da Grande São Paulo, com atendimento também na capital e nas demais cidades da Grande SP.
Quando a investigação é indicada
Ela serve a quem, pessoa ou empresa, sofreu um destes ataques na internet:
- Invasão de conta ou de sistema.
- Golpe online, como phishing e fraude bancária.
- Exposição de dado pessoal.
- Ameaça virtual, como cyberbullying e stalking.
- Difamação em rede social.
- Sequestro de dados por ransomware, ou chantagem feita pela internet.
- Alguém se passando por você com o seu nome e os seus dados, o chamado roubo de identidade.
Em todos eles a pergunta é a mesma: quem fez e como provar. Se o que aconteceu com você é de outra natureza, a lista completa está em serviços de investigação.
Como funciona, em cinco etapas
- Entendimento do caso. Na primeira leitura entram os perfis que parecem suspeitos, os aparelhos atingidos, os endereços de páginas, as mensagens de e-mail, as capturas de tela e os registros técnicos, logs incluídos.
- Preservação forense da evidência. O material é guardado sem alteração e sem contaminação, antes de qualquer análise.
- Rastreamento de IP, rede e dispositivo. Metadado, rede Wi-Fi, interação online e histórico de acesso ajudam a apontar de onde o ataque partiu. Quando ele veio por e-mail, o rastreamento começa pelo cabeçalho da mensagem, como numa investigação de e-mails.
- Análise de redes sociais e dispositivos. São examinados os perfis nas redes sociais e o conteúdo do celular, do computador e dos aplicativos de mensagem. A análise forense digital também é oferecida como serviço à parte.
- Relatório técnico e probatório. O que foi encontrado vira um documento organizado, explicado na seção abaixo.
O relatório e onde ele serve
O relatório é escrito em linguagem acessível, para ser lido por quem não é técnico: você, o delegado, o advogado. Ele reúne a evidência preservada e o que a análise mostrou, e pode ser usado em boletim de ocorrência, em ação civil ou criminal, em procedimento administrativo ou, no caso de empresa, para embasar uma decisão interna.
Ninguém consegue prometer de antemão que o autor vai ser identificado. O que o relatório afirma é o que a evidência sustenta, e nada além disso.
O que a lei permite e o que não é feito
O trabalho usa só evidência pública, acesso autorizado e método legal. Invadir sistema sem permissão é crime, e isso vale para quem investiga também. Um detetive cibernético que se oferece para entrar na conta de outra pessoa está oferecendo justamente o que a lei proíbe, e uma proposta assim já é motivo para recusar o serviço.
O que enviar para começar
Junte tudo o que tiver sobre o ataque: capturas de tela, e-mails, links, logs, perfis suspeitos e os aparelhos que foram atingidos.
Nada disso deve ser apagado antes de falar com a Rubi, por mais que incomode ver.
Quanto custa
A referência publicada para a diária de investigação fica entre R$ 550 e R$ 950. O trabalho técnico é orçado depois da primeira conversa, porque depende do que o caso pede. As faixas e o que faz o preço variar estão explicados em quanto custa um detetive particular.
O primeiro contato é uma conversa reservada pelo WhatsApp com a Rubi: você conta o que aconteceu, e ela diz o que dá para fazer com o material que você tem. Nenhum caso nem cliente é confirmado a terceiros.
Perguntas frequentes
A investigação cibernética é legal?
Sim, quando feita só com evidência pública, acesso autorizado e método legal, que é como este trabalho é conduzido. Invasão de sistema sem permissão é crime e não é feita.
A pessoa investigada percebe?
O trabalho é conduzido de forma que nenhuma das suas ações alerte o suspeito.
O relatório vale na Justiça?
O relatório técnico e probatório é feito para servir a boletim de ocorrência, ação civil ou criminal e procedimento administrativo, com a evidência preservada sem alteração desde o início.
O que eu envio para começar?
Qualquer registro do ataque que você tenha, mesmo solto ou incompleto, e os aparelhos atingidos. Não precisa organizar antes: entender o material é a primeira etapa do trabalho.
Como me proteger de um novo ataque?
Algumas medidas simples reduzem o risco:
- Ative a autenticação em dois fatores.
- Use senha forte e diferente para cada serviço.
- Desconfie de link que você não pediu.
- Não exponha dado pessoal em rede social.
- Mantenha o dispositivo atualizado e com antivírus.
- Use VPN em rede pública.
Para o lado preventivo com mais detalhe, veja a página de proteção de dados.
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